
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se via ouvia um barulho,
ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotograei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andavana aldeia de
braços com Maiakoviski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.
Manoel de Barros










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Caio Fernando Abreu
Adoro ficar escondida
só pra ver você me achar
com o tempo ocupado
faço a paz lhe encontrar
❀
SoninhaBB


*A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose. Rubem Alves *

Irradiando muita luz, sou delicada e suave, a paz é quem me conduz!
COM RESPEITO E HARMONIA...
TUDO QUE A FADINHA DESEJA E QUER!



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